Logística

Logística
Redução de Custos

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Novo Carrinho de movimentação e Armazenagem


O projeto identificou a melhor forma de recebimento, estocagem, separação dos pedidos e envio dos produtos aos pontos de utilização, considerando as pretensões do cliente. Uma das necessidades foi a de elevar a mercadoria entre pavimentos. Isto gerou a solução projetada pela INTERLOGIS.

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sexta-feira, 31 de julho de 2015

Treze dicas para redução dos custos


Treze dicas para redução dos custos com embalagens no processo de movimentação, armazenagem e transporte de materiais

O projeto dimensional da embalagem começa com o dimensionamento geométrico: forma e dimensões. Este projeto depende, é claro, de um lado, da análise dimensional do produto embalado, que, como vimos, não é trivial. Envolve, quase sempre, uma preocupação com a minimização das dimensões, associada a uma minimização de custos de embalagem e logística (espaços físicos). 

Por outro lado, as restrições dimensionais desse espaço, no transporte, movimentação e armazenamento, vinculados às padronizações de unidades de carga, que já abordamos. 

Então, temos duas referências para o dimensionamento: a interna e a externa.

No caso mais simples, dadas as dimensões do produto determina-se, através de um critério de folgas necessárias, as dimensões da embalagem. A folga pode ter a ver com a necessidade de inserir as mãos para a retirada do produto da embalagem, ou de manter o produto afastado das paredes da embalagem como forma de proteção contra impactos localizados. 

Sistemas de calços ou acolchoamentos, para a proteção do produto contra choques e vibrações, devem ser dimensionados (como veremos adiante) de forma que afeta o dimensionamento da embalagem. 

Vimos, ao tratar das dimensões do produto, o caso das batatas fritas padronizadas. Pode-se, também, compactar determinados produtos, como toalhas de banho, para que caibam em embalagens de menor tamanho. Produtos têxteis podem ser dobrados de forma a se obter uma otimização do espaço ocupado ou uma compatibilização com o referencial externo, normalmente o palete.

Padronização interna da embalagem

Num caso mais complexo, tem-se uma embalagem para mais de um produto. Isso ocorre quando há necessidade de padronização. Se uma empresa tem cem produtos diferentes, naturalmente não poderá ter cem embalagens diferentes, pois perderia toda economia de escala, seja na aquisição das embalagens, seja na operação, controle de estoques, automação, etc.. Certamente, se uma embalagem deve servir para mais de um produto, alguns ficarão com espaço sobrando, enquanto poucos caberão mais justamente. 

O problema geral é o de minimizar a quantidade de embalagens para todos os produtos, minimizando também as folgas inevitáveis. Não temos, ainda, uma solução matemática, determinística, desse problema, apesar de o mesmo ter já sido apresentado a diversos estudantes e professores de computação e matemática. Talvez por termos uma solução heurística que já se mostrou satisfatória.

A solução heurística envolve primeiro, a criação de embalagens ideais para cada produto. É possível, mesmo, que determinado produto tenha mais de uma embalagem adequada, com a variação de posições ou arranjos, por exemplo. Assim, para os meus cem produtos originais, posso ter 130 ou 140 embalagens ideais. 

O passo seguinte, é o de alinhar todas as embalagens por ordem de altura, de forma que possa introduzir pontos de cesura, separando diferentes grupos: o grupo das caixas mais altas, das menos altas, das médias, das menos baixas e das mais baixas.

Texto: Ernesto Pichler

Segue então Treze Dicas para redução de perdas em embalagem

Dica 01 - Perda de Espaço: Alguns arranjos podem ter muitos “vazios” entre as suas unidades. Além da perda de espaço, o peso é distribuído desigualmente, possibilitando o desmoronamento das pilhas.

Dica 02 - Compacidade: As várias unidades de um arranjo devem “se casar”, para que haja o necessário entrelaçamento do conjunto.

Dica 03 - Tamanho das Embalagens: Para utilizar paletes padronizados, as empresas devem adaptar a eles suas embalagens. É antieconômico manter paletes de vários tipos e dimensões em um só sistema. No que se refere ao eventual reestudo das embalagens, há algumas recomendações importantes, com relação às caixas de papelão mais comumente empregadas.

Dica 04 - Resistência: As embalagens devem ser suficientemente fortes para aguentarem o empilhamento, suportando o peso de sobreposição da carga paletizada.

Dica 05 - Peso: Uma caixa de papelão carregada com 15 kg, é considerada “ótima”. Pesos maiores de 25 kg não são recomendáveis, pois tornam difícil a manipulação individual, quando da colocação das caixas sobre os paletes.

Dica 06 - Cubagem: Caixas muito grandes ou muito pequenas aumentam o custo do manuseio. A cubagem ideal para a carga ser paletizada é de 28 l, aproximadamente.

Dica 07- Altura: Para melhor estabilidade, a altura da embalagem não deve ultrapassar as medidas de comprimento e largura. Recomenda-se que não seja superior a 350 mm e 1.800 mm, respectivamente, para cada unidade e carregamento total.

Dica 08 - Embalagem em forma de cubo, pois dificulta a arrumação sobre o palete, bem como seu empilhamento com segurança; Embalagens muito fracas que não permitem o empilhamento.

Dica 09 - Embalagens muito pesadas que são movimentadas ou ser deslocados manualmente. 

Dica 10 -  Superlotar a embalagem pois suas superfícies laterais ficarão abauladas, dificultando o empilhamento.

Dica 11 – Evitar volumes com formas não usuais como os cônicos, cilíndricos, hexagonais, etc., pois são difíceis de ser paletizados e desperdiçam espaço.

Dica 12 – Identificar as embalagens em suas diferentes faces, pois poupa tempo na operação. As embalagens mal identificadas um volume poderá ser paletizado duas ou três vezes, dependendo do tipo de operação.

Dica 13 Procurar utilizar embalagens ou contentores que possam ser movimentados mecanicamente, preferencialmente sem necessidade do palete.

Vejam o estudo de caso de como se deu a redução de custo logístico na prática:




domingo, 26 de julho de 2015

SISTEMAS CONSTRUTIVOS HABITACIONAIS E LOGÍSTICA


Navegava na internet e uma notícia me chamou atenção: - “Construtora vende casa de plástico reforçado”.
O artigo tratava da Casa Prática que é uma espécie de Lego que fica pronta em cerca de dez dias, custa R$ 20 mil, ou seja, menos do que um carro popular e pode ser financiada pelo SFH (Sistema Financeiro de Habitação). A estrutura da casa é feita de aço.
Ao todo, no País, já existem 30 casas. No Rio Grande do Sul existem várias com área média de 42m2, no Rio de Janeiro existem duas de 63m2, e em São Paulo três casas de 36m2. Todas elas construídas a partir da tecnologia Wall System desenvolvida no Brasil com apoio do IPT - Instituto de Pesquisas Tecnológicas e da UFMG – Universidade Federal de Minas Gerais.
Os painéis de Wall System são formados por uma estrutura tipo sanduíche de lâminas em plástico reforçado com fibra de vidro e núcleo com materiais que proporcionam isolamento térmico, acústico, resistência mecânica (impacto e tração) e resistência ao fogo.
O artigo apontava as vantagens da Casa Prática em relação aos sistemas construtivos tradicionais. Havia vantagem em relação ao conforto térmico e acústico; à durabilidade e facilidade de limpeza; à flexibilidade e modularidade da construção; e finalmente à velocidade de montagem.  Particularmente a velocidade de montagem que gera retorno rápido de investimento. E o retorno rápido do investimento é o ponto.
Assim como os programas de redução da fome os programas habitacionais se dão em um contexto comum, ou seja, no contexto logístico. Os custos habitacionais são multiplicados por causa da liquidez. O tempo relativo à capitalização, construção e venda gera custos financeiros proibitivos numa economia com uma taxa de juro extorsiva como a brasileira.
Quer um exemplo. A pouco tempo atrás, surgiu uma oferta para aquisição de um apartamento com um valor 20% abaixo do mercado. Dizia o corretor, compre essa casa por R$ 80, 000,00, que consigo comprador por R$ 100.000,00. Mesmo considerando a corretagem em 6%, imaginei que com uma taxa de juros de 25% ao ano, se a venda for realizada no primeiro mês é um grande negócio. Mas se demorar mais de seis meses para a liquidez o negócio estará beirando o prejuízo, pois o rendimento financeiro seria maior que o ganho.
Da onde se pode concluir que todo o esforço na redução do custo habitacional relativo à técnica dificilmente irá compensar o esforço relativo à velocidade da construção. Considerar que TEMPO É DINHEIRO, é a grande verdade.
Portanto a grande solução técnica construtiva da Casa Prática está realmente na velocidade, porém não somente na montagem da habitação e sim associada a uma estratégia logística, através de uma melhor Gestão da Cadeia de Suprimento.
Utilizando o mesmo exemplo do artigo, que compara os custos habitacionais com o do mercado automotivo. O grande esforço das montadoras nos dias de hoje está na gestão da cadeia de suprimento, buscando técnicas de “Just in Time”, “Milk Run”, redução de desperdício e, principalmente, administração dos estoques na logística in bound (de suprimento), de processos produtivos, e out bound (distribuição).
Sim, a redução de custos habitacionais envolve a técnica construtiva, mas também envolve processos.
De acordo com o artigo, os únicos pontos negativos deste novo tipo de construção são a necessidade de treinamento das equipes de montagem e a construção de um lote mínimo para tornar o investimento viável. “Para sermos competitivos, a venda mínima para um determinado local necessita ser de 20 unidades ou 800 m2 de área construída”.
Nesse ponto surge novamente a questão logística relativa à escala. A escala que irá possibilitar a otimização dos recursos produtivos relativos  ao transporte, movimentação, armazenagem e acondicionamento.
No Brasil existe um déficit habitacional se for considerado que uma grande parcela da população gostaria de ter sua casa própria. Porém, se a investigação for junto a um proprietário de imóvel procurando um inquilino ou um comprador verifica-se uma oferta maior que a procura pressionando os valores dos imóveis e dos aluguéis abaixo da capitalização do valor do imóvel.

Da onde se conclui que existe sim uma grande oferta de imóveis, porém a preços não acessíveis a maioria dos brasileiros e a solução passa pelo desenvolvimento tecnológico dos sistemas construtivos associado a logística e ao gerenciamento da cadeia de suprimentos.

sábado, 11 de julho de 2015

Meta e Previsão de Vendas Planejamento e Controle de estoque em Logística


Fernando Sobral
Muitas expansões do armazém poderiam ser evitadas se o planejamento de estoque fosse mais bem elaborado. A demanda de espaço às vezes é causada pelo crescimento do negócio, mas às vezes são provocadas pela falha na previsão de vendas, ou melhor, dizendo, pela falta de cumprimento das metas de vendas.
A logística busca exatamente oferecer a disponibilidade de produtos com redução dos ativos. Normalmente, o principal ativo é o capital de giro empatado nos estoques.
Os critérios para determinação de previsão de venda são diferentes daqueles que estabelecem metas de vendas.
Para estabelecer a previsão de vendas, as empresas, se pautam geralmente no histórico de vendas, tipos de produto, situação do mercado, concorrência, política de preços entre outros. Ou seja, o profissional de previsão de vendas estabelece parâmetros e modelos matemáticos, para não comprar ou produzir demais ou de menos, Ele procura não perder vendas por falta de mercadorias ou empatar um montante muito grande de capital de giro em artigos que ficarão paradas nos estoques.
O estabelecimento de metas é determinado pela vontade da força de vendas, ou muitas vezes pelo dono da empresa. A pergunta básica é: Quanto você quer faturar no final de cada mês? O critério obedecido é o do desejo versos o esforço. Para atender as metas de venda, a empresa estabelece critérios visando à melhoria dos níveis de serviço, ou da disponibilidade de mercadorias e serviços.
Por vezes o desejo não se encaixa a realidade e a empresa acaba “micando” com um elevado nível de estoque. O problema gera falta de espaço para armazenagem, transtornando o gerente de logística.
Cabe ao gerente de logística, por um lado, interferir no devaneio dos vendedores, trazendo-os para a realidade dos fatos. Por outro lado, estabelecer desenhos do fluxo de mercadorias e informação que possibilite o devaneio, dentro de um quadro que os estoques fiquem minimizados, porém sem perdas de vendas por falta produtos.
Portanto, a primeira orientação na solicitação de crescimento do armazém é a revisão da política de vendas. A atuação do gerente de logística é muito importante. Quando existe uma confluência entre vendas e logística a redução de custo na operação se torna realidade.

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Caso de sucesso - Bemol inaugura CD em Manaus



Separei essa publicação da TECNOLOGÍSTICA do período de inauguração do CD da Bemol. Conheça esse caso de sucesso que contou com a participação da INTERLOGIS no desenvolvimento do projeto.

Empresa varejista investe R$ 20 milhões e triplica capacidade

A Bemol, empresa varejista de produtos eletroeletrônicos e utilidades domésticas, com atuação na Região Norte, inaugurou um centro de distribuição em Manaus no dia 20 de agosto. O novo CD possui 15 mil m2 de área total, praticamente o triplo da capacidade volumétrica em relação ao armazém anterior, tem pé direito de 12,5 m e está localizado em um terreno com uma área total de 50 mil m2, tendo recebido investimentos tanto na estrutura física quanto do controle das mercadorias.

 “O CD antigo já havia passado por várias reformas e alterações de layout, não havendo mais condições de adequação”, explica Socorro Canton, gerente de Apoio e Supervisão da Bemol. “Suas dimensões já não eram suficientes para a quantidade de mercadoria movimentada, assim como seu layout requeria um grande esforço operacional, tornando as operações lentas e com gargalos”.
Segundo Salomão Benchimol, diretor de Operações da Bemol, o antigo CD tinha pouco mais de cinco mil m2 e apresentava problemas durante as operações pelo fato de ser formado por vários prédios que foram unidos, resultando em uma área com diversas alturas de pé direito. “Demorávamos em média de três horas a três horas e meia para descarregar uma carreta neste CD. Já fizemos testes na nova unidade e realizamos a mesma operação em 30 minutos”, afirma ele.

Foram criados cerca de 32.500 endereços de armazenagem, dos quais 24.432 são posições de estanteria, 7.848 posições-palete e 139 posições blocadas, com sistemas de armazenagem fornecidos pela Altamira. “Eles nos enviaram uma série de amostras, com os tipos de encaixes, o grau de resistência e o acabamento. Solicitamos ao IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas) um teste de resistência do material e a Altamira foi a empresa que apresentou a melhor adequação”, completa Benchimol.

Parte do acondicionamento será ainda feito nas 96 posições de racks desenvolvidas pela Bertolini para armazenar mercadorias de grande volume e de difícil empilhamento, como estofados e bicicletas. Foi aproveitada também pela Bemol parte das soluções de armazenagem fornecidas pela empresa gaúcha já presentes no outro centro de distribuição e instaladas agora na área dos dois mezaninos do novo centro, um destinado para armazenagem de colchões e outro para artigos de presente, além de estantes para armazenagem dos CDs e DVDs. “Em uma loja, há em média 20 mil SKUs e, devido a esta diversidade de produtos, houve investimentos em soluções variadas para armazenagem”, explica Canton.


Para este novo CD, a previsão de movimentação é de mil itens por dia na expedição (entrega na casa do cliente) e de oito mil itens por dia para reabastecimento nas lojas. O novo centro conta com 29 docas para recebimento e expedição de aproximadamente 10 carretas por dia, com niveladoras hidráulicas e manuais fornecidas pela Saur e Marksell, respectivamente. Os equipamentos de movimentação para o novo CD foram fornecidos pela Yale e a frota está composta por duas novas empilhadeiras retráteis modelo MR-20H, com elevação de 9,47 m, e cinco paleteiras elétricas modelo MPC080E, também recém-adquiridas, além de quatro empilhadeiras a GLP já operantes no antigo CD.

Tecnologia

Utilizando o WMS da SAP, o gerenciamento do espaço é realizado por meio de um sistema de endereços fixos e aleatórios, customizado pela equipe interna de informática em uma parceria com a consultoria Logup. “Dividimos o CD por grupos. Algumas ruas foram definidas para móveis, outras para eletrônicos, e esta divisão é mais ou menos fixa”, afirma Canton. “Caso uma rua esteja ocupada, podemos avançar para uma outra que esteja desocupada, mas primeiramente seguimos a estratégia do endereçamento. Teremos um manuseio mais fácil, em corredores mais largos ou estreitos, de acordo com as dimensões do produto”, completa ela. O gerenciamento do centro inclui ainda uma área de picking, na qual parte dos produtos está armazenada nos níveis mais altos e parte nos níveis mais baixos para agilizar a expedição, sem a necessidade de utilizar os equipamentos de movimentação.

Os investimentos no novo CD incluíram ainda a instalação de um sistema de identificação por código de barras. Foram comprados 30 coletores de dados e instalados 28 access points, todos fornecidos pela Intermec. “Agora, os produtos são identificados na entrada por código de barras, assim como os paletes, e o sistema direciona cada item para um endereço, de acordo com a estratégia traçada pela Bemol. Caso o produto seja direcionado para um endereço incorreto, o sistema acusará o erro”, afirma Canton. Anteriormente, a empresa não contava com a confirmação de endereços e utilizavam-se documentos impressos para o controle das mercadorias.

O projeto foi definido com a participação da Interlogis, empresa especializada na prestação de serviços de projeto, planejamento, operações logísticas e desenvolvimento de embalagens de transporte. De acordo com seu diretor, Fernando Sobral, a consultoria participou da escolha do local, da decisão pelo tamanho adequado, dos tipos de equipamentos, da busca de fornecedores e do desenho da operação com a utilização do sistema WMS. Os investimentos totais nas novas instalações foram da ordem de R$ 20 milhões, dos quais R$ 9 milhões foram financiados pelo BNDES/Bradesco.

quarta-feira, 1 de julho de 2015

A importância do Home Center para a logística da construção civil e a importância da logística para a operação dos Home Center.



Os Setores de Construção Civil e a Agricultura detentores do título dos maiores contratadores de mão de obra devem cada vez mais trilhar o caminho da industrialização e da automação dos seus processos. Isto porque o desenvolvimento das formas de trabalho associado ao avanço dos sistemas computacionais tem possibilitado e facilitado à automação, gerando certo deslocamento do perfil da mão de obra.

A automação do trabalho de uma forma geral é contida somente por barreiras econômicas. Enquanto o maior benefício for contratar mão de obra esse avanço será lento. Com a mão de obra tornando se mais culta e crescendo seu cabedal técnico o passo seguinte será a automação do processo é a padronização na construção e na produção dos componentes. Vale aqui a regra do Henry Ford, “Você pode escolher qualquer cor do carro, com tanto que seja preto”. Ou seja, produção seriada, padronizada e em escala. 



Na foto, pode-se ter ideia de padronização da construção, no Japão, onde os módulos básicos são sobrepostos. Fica a ressalva que apesar do processo da construção no Japão ser bastante industrializado, também se verifica a atividade artesanal na construção civil.

Enquanto a automação, convive com processos artesanais, no Brasil, a Construção deve buscar a Movimentação de Materiais de Forma Mecanizada. Isto representa a utilização cada vez maior de gruas, guindaste e empilhadeiras. Da mesma forma que a automação demanda uma maior padronização, a mecanização demanda o desenvolvimento do conceito de unitização de carga. 

Considera-se unitização de carga o acondicionamento de produtos em embalagem, como saco, caixa ou caixote. A junção destas embalagens em paletes ou contentores, tanto rígido como flexíveis, ou lingados, que utilizam cintas de poliéster e a conteinerização, em contêineres aeronáuticos (IATA) ou marítimos (IMO) também é unitização de carga. 
Essa carga unitizada, por sempre representar um maior volume deve ser movimentada por equipamentos mecânicos. Esse é o patamar da maioria das empresas do setor. As empresas de construção, que por motivo de escala ou econômicos que não conseguem operar com os equipamentos de movimentação, utilizam mão de obra intensiva, buscando a eficiência e a eficácia, para conseguir produtividade. 

A ênfase que pode ser dado neste modelo de operação é o da ergonomia. Na produção industrial os princípios da ergonomia estão sendo mais aplicados do que na construção civil.Um estudo realizado por DÍAZ MERINO, (Universidade Federal de Santa Catarina) permitiu verificar que existe uma série de efeitos tanto agudos quanto crônicos, provocados pelo levantamento e transporte manual de cargas. Foi possível verificar, através do exame médico, realizado no estudo de caso, que 67,8% dos trabalhadores avaliados apresentam problemas crônicos, com deformações da coluna, e que 71,4% destes apresentaram problemas agudos, com dores ou desconfortos na região lombar. 

O comportamento de diversos governos, incluindo o Brasil, sobre qual deve ser o peso que deve ser manuseado em atividade de trabalho, foi discutido. Neste ponto, encontra-se uma série de divergências quanto aos limites. No Brasil, assim como na maioria dos países, existe uma carência de leis e normas rígidas, que regulamentem este tipo de atividade. 

Não existem especificações nem detalhes precisos, quanto aos pesos e limitações que devem ser respeitados. Também faltam regulamentações, quanto a doenças ocupacionais provocadas por estas atividades, sobretudo, no caso de lesões na região lombar, especificamente na coluna vertebral. O quadro superior apresenta um critério para avaliação das unidades de carga com movimentação manual.

A algum tempo, houveram iniciativas para redução do peso dos sacos de cimento para 25 kg. Infelizmente a proposta não decolou. Ficaram mantidos os sacos de 60 kg, peso este provavelmente oriundo das sacas do café do período colonial onde a mão de obra escrava movimentava a mercadoria nos portos brasileiros, principalmente no porto de Santos. 

Apesar do avanço das forças produtivas, ainda hoje, estamos vivendo um momento de desenvolvimento que combina os processos automatizados, mecanizados e com a de mão de obra intensiva. Cada um dos setores da construção civil devem mesmo buscar a melhor adequação do seu nicho de mercado, que por vezes ainda é a produção de forma artesanal.  

Se for verificada a vantagem da mão de obra intensiva, ou o trabalho artesanal, então a ergonomia deverá ser avaliada de forma técnica e competente, pois a busca da produtividade jamais deverá acontecer com o sacrifício do trabalhador.